Panorama de Mercado – 15 de outubro

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Nas últimas semanas, vivenciamos, não só a nível a brasileiro, uma alta praticamente contínua das bolsas mundiais. Nos Estados Unidos, os índices de bolsa não paravam de renovar máximas históricas. Entretanto, semana passada, toda essa euforia teve uma correção relativamente grande por conta do temor de alta de juros na economia estadunidense, levando a saída de capital de emergentes e da própria bolsa estadunidense. Do ponto de vista internacional, o cenário não é dos melhores. A dívida mundial passa dos 200% do PIB mundial, tudo isso por conta sobretudo das baixíssimas taxas de juros pós 2008.

O FMI, por exemplo, vê o ciclo atual como insustentável e acredita que o mercado, nos movimentos de alta das últimas semanas, tenha ignorado as reais chances de aperto monetário. Além disso, o banco prevê um cenário de maior volatilidade a frente e prega que as economias que precisam de ajustes fiscais devem fazê-los urgentemente a fim de enfrentar com mais tranquilamente os próximos anos de aperto monetário. Atualmente, o que muitos pessimistas justificam para um ciclo de baixa pela frente é o aumento do juros, a guerra comercial e a queda do crescimento global.

Entretanto, esse movimento de correção, ao que parece, foi ao menos contido parcialmente na sexta-feira. O Brasil sofreu menos na quinta, por exemplo, pois o investidor estrangeiro ainda vê certo bônus na bolsa e na curva de juros.

Falando em Brasil, ao que parece, o mercado já precificou quase que completamente um cenário no qual Bolsonaro tem 90% de chances de ganhar, a continuidade desse movimento dependerá, a partir de agora e até as eleições, do cenário internacional e do apetite pelo risco dos investidores.

Ainda sobre Brasil, nas últimas semanas, o país se descolou dos emergentes. Enquanto nas principais economias emergentes mundiais, o juros longo (de 10 anos) subia, aqui o efeito foi contrário, isto é, caiu. Como se não bastasse, o CDS (Credit Default SWAP), que mede o risco de calote do país nas dívidas públicas, tem caído constantemente. Registrou pico de 311 pontos no início de setembro e, depois disso, sobretudo após as eleições, caiu vertiginosamente. Na sexta-feira, chegou a 224 pontos.

No noticiário corporativo, sem muitas novidades, entretanto, o CADE aprovou, sem nenhuma restrição, a fusão entre Suzano e Fibria.

Ainda falando sobre a sexta-feira, dia que foi feriado no Brasil, as principais ADRs brasileiras subiram em NY. O principal ETF brasileiro subiu 3%, enquanto que o índice de volatilidade atrelado a ele (que mede o medo) caiu mais de 12%.

Na pré-abertura da NYSE, as ADRs brasileiras estão trabalhando, majoritariamente, em território positivo.

Por fim, pesquisa BTG Pactual/BSB, mostrou Bolsonaro com 59% dos votos de segundo turno contra 41% de Haddad.

Hoje é dia de vencimento de opções, logo, pode haver volatilidade adicional no mercado acionário.

A noite, nova pesquisa Ibope.

Calendário Econômico
08h30m – Boletim Focus
09h30m – Vendas no Varejo
11h50m – Resultado de SWAP Cambial de até 7.700 contratos

Índices Mundiais
Índice Dólar em território negativo (-0,25%)
Ásia fechou em queda
Europa abriu no neutro, levemente positivo
Futuros estadunidenses operam em leve queda

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